"A vida não se aprende nos livros"

17:47 / Publicada por Bruno / comentários (1)


As citações que se seguem foram retiradas de alguns dos livros de Eduardo Sá. É psicólogo clínico, psicanalista e professor de psicologia clínica na Universidade de Coimbra e no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa. Tem uma longa experiência de acompanhamento de fetos e de bebés, de crianças, de adolescentes e das suas famílias. Director da Clínica Bebés & Crescidos. Eu, já tive o previlégio de ser seu aluno!


"As emoções tornam tão irrepetível tudo o que vivemos que, depois de vividos, todos os acontecimentos... «já eram». Isto é, por mais que os tentemos descrever, deixam de ser, exactamente, como os vivemos e, por isso, tornam-se... mentira."


"O silêncio só é silêncio quando não somos capazes de escutar com o coração."

"A melhor forma de não perder nada não é guardar: mas compartilhar."

"As pessoas morrem quando nos decepcionam e, para nossa perplexidade, com elas morre sempre um bocadinho, mais ou menos indecifrável, dentro de nós."

"Os mais velhos só aprendem quando aceitam que, para educar os outros, é necessário, em primeiro lugar, querer aprender com eles. E isso só é possível quando, nas intenções da educação, a aquisição de conhecimentos for substituída pelo carinho à sabedoria."

"Importante nunca é saber como se faz, mas com quem se conta para chegar ao que se quer."

"É certo que quase nada vale por aquilo que parece. E, no entanto, talvez o que pareça valha sobre o quase-nada que lhe falta para ser tudo aquilo que não é."

"Transformar em qualquer coisa de sobrenatural tudo o que sentimos, só porque a racionalidade assim obriga, faz do silêncio uma enorme enciclopédia de todas as verdades por dizer."

"Às vezes, os políticos parecem repartir-se entre os que nunca se enganam e os que só reconhecem os erros dos outros. Os que se salvam imaginam a coerência como um lugar sem contradições. Ora, passamos bem sem os que nos indicam, uma a uma, as faltas dos outros. Perdoamos os erros, porque todos sabemos que são eles que nos ajudam a crescer."

"Estranhos não são as pessoas que não se conhecem: estranhos são aqueles que, estando ao pé de nós, parecem nunca perceber o que se passa connosco."

P.S.: Depois disto, não tenho mais nada a dizer...

Dia de Todos-os-Santos

12:23 / Publicada por Bruno / comentários (0)



Afinal o que é isto do dias de todos os Santos?

A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica celebra este dia Santo a 1 de Novembro, seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de Novembro.

O dia de Todos-os-Santos foi instituído com o objectivo de suprir quaisquer faltas dos fiéis em recordar os santos nas celebrações das festas ao longo do ano. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.
O dia de "Todos os Santos" para todos os que nasceram fora de grandes cidades, leva-nos à memória, as crianças com uma "sacola" de pano, em grupos, indo de casa em casa nas aldeias, pedindo às pessoas, e elas a darem o que querem ou podem, como por exemplo: dinheiro, maçãs, romãs, castanhas, rebuçados, nozes, bolos, chocolates etc.
Antigamente todas as crianças dos meios rurais iam pedir os "santinhos". Normalmente as pessoas punham as mesas com o que tinham em casa (comida e bebida) e quando chegavam as crianças eles entravam e comiam à vontade e à saída ainda lhes davam alguma coisa. Hoje já só se pedem os "santinhos" ou os "bolinhos" para não se perder a tradição.

Uma agradável surpresa!

20:44 / Publicada por Bruno / comentários (0)



Hoje sinto-me assim... transparente! As aulas de Pós-Graduação têm corrido bem e a aula de hoje teve um orador que a mim me diz muito, não só porque gosto de ler os seus livros mas também porque me parece um homem que sabe do que fala! Na minha distracção, que não é muito normal, nem sequer me tinha apercebido que o ilustre Prof. Dr. Eduardo Sá estaria hoje, a dar a sua aula de regulação do exercício das responsabilidades parentais ali à minha frente! E eu, desde que comecei a ler os seus livros e a ouvir os seus comentários sobre crianças, tornei-me um interessado nas suas intervenções e nos seus livros.
Foi, uma agradável surpresa!

Um país de "velhos"

11:24 / Publicada por Bruno / comentários (0)


Há pouco dias, surgiu uma notícia, de um inquérito alimentar realizado pela Deco que revelou  existirem pelo menos 40 mil idosos em Portugal sem dinheiro para comer e que o custo dos alimentos é uma das razões para estas pessoas não consumirem alimentos mais saudáveis.
Os autores da investigação apuraram mesmo que três por cento dos inquiridos passou fome na semana anterior a responderem a estas perguntas. Entre os motivos que os idosos apresentam para comer mal estão os problemas dentários (35 por cento), as dificuldades económicas (24 por cento), a falta de apetite (13 por cento) e os medicamentos (12 por cento).
Eu pergunto-me! Serão só 40 mil idosos? Isto não será uma minoria da realidade social da 3ª idade em Portugal? No âmbito deste estudo, na terça feira, partcipei num programa da RTPN que debatia esta questão! Perguntava-se o que a população achava do facto de muitos idosos terem uma alimentação pouco saudável e equilibrada? Nesse mesmo programa, o entrevistado era uma engenheira alimentar que falou somente de como os idosos se deviam comportar com o pouco dinheiro de que dispunham! Eu questionei-me! Uma engenheira alimentar? Será que este assunto não é muito mais abrangente?
Este estudo enquadrou uma variável que foi a questão da alimentação mas então, e a variável das pensões, e o gasto nos medicamentos, a solidão, os problemas relacionados com a falta de assistência médica, a falta de equipamentos de apoio como lares e apoio domiciliário, entre outros factores que podiam explicar melhor a realidade sócio-económica da população envelhecida. Mais uma vez pergunto-me a mim e a si! Esta questão não é muito mais abrangente? Será que os idosos alimentam-se mal porque querem? ou serão os factores externos que os limitam? Será que um idoso que tem 200 euros de reforma e que ainda paga renda de casa, medicamentos, água, luz e gás, pode alimentar-se convenientemente? Eu penso que esta questão devia ser debatida não só, por uma engenheira alimentar mas também, por técnicos de intervenção social, por médicos e principalmente pelo estado... Ir ao fundo da questão...
A diminuição da taxa de natalidade e o aumento do número de idosos nos últimos anos demonstram a urgência em se discutir cada vez mais estas questões do envelhecimento, que vem, ao longo da passagem dos anos, sofrendo metamorfoses constantes. Não nos podemos esquecer que estamos a caminhar, a passos largos, para ser-mos um "país de velhos"

Hoje sinto-me assim!

10:02 / Publicada por Bruno / comentários (0)

Hoje sinto-me, ao acordar, como um barco à deriva num imenso Oceano e, apesar de toda a minha força e positividade, de tudo em que creio e que sinto, de todas as voltas que consegui dar à minha vida, de todos os obstáculos que ultrapassei, de todas as quedas, de todos os recomeços, de todas as dores e emoções, de todas as alegrias, de todas as partilhas, e, sem dúvida, de toda a aceitação, hoje sinto-me, talvez, um pouco desiludido... A vida tem caminhos sinuosos que aprendi a percorrer, sem medo de virar numa curva, sem acelerações excessivas, nem travagens bruscas. Aprendi a percorrê-los com serenidade, mas hoje sinto-me, talvez, um pouco desiludido...
Aprendi a escutar, a dar a mão, a sorrir e a chorar, a correr e a parar, a manter-me calmo nos momentos de desespero, a sorrir quando tenho vontade de chorar, no entanto, não consigo deixar de sentir aquele aperto que me faz sentir, talvez, um pouco desiludido...

Um olhar sobre a incerteza!

21:10 / Publicada por Bruno / comentários (0)

Gostava de saber o que se passa num país que é o nosso, pois claro, onde temos ordenados míseros, pessoas que vivem de trabalho precário há tempo demais e que vivem diariamente na incerteza de que o próximo passo não será o do desemprego!! Estamos a entrar num fosso social sem precedentes que a médio e longo prazo vai trazer graves consequências para este país que afinal, é de todos nós! Fico estupefacto quando ligo a Tv e ouço o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa a pedir contenção no aumento dos salários no próximo ano! E mais! que o ordenado mínimo nem deveria ser aumentado!! É claro que se este senhor recebesse o ordenado mínimo como milhares de portugueses neste país,  não iria proferir tal barbaridade! Meu senhor, o aumento do ordenado mínimo é essencial, principalmente porque é um factor de combate à pobreza e também porque é determinante para a melhoria do poder de compra dos trabalhadores que irão, por consequência, impulsionar o consumo interno em Portugal.  Não acha? Eu acho e tenho a certeza que milhões de portugueses concordam comigo!

MeUBLOg

18:34 / Publicada por Bruno / comentários (0)

Este blog tem o seu "q" de ser com a necessidade de escrever diariamente aquilo que tranparece no meu pensamento, este por vezes tão irrelal como aquilo que se passa à minha volta.
Surgiu num dos muitos dias onde sinto a falta de algo ou de alguém! Saberás me sabe dizer o que será? Nem eu sei por vezes... Talvez me sinta assim porque estou com um vazio enorme dentro de mim, a precisar de ser preenchido! Estou a precisar que uma lufada de vento me empurre para um caminho menos cinuoso do que aquele que tenho percorrido! Será que existe esse caminho ou será apenas uma ilusão? Tenho-me esforçado para, pelo menos, ser eu a construir esse trilho... Tenho vontade que seja diferente a cada minuto, hora e dia que passa! No fundo, só não quero perder a esperança!